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Vazamento de óleo no rio Cupari mobiliza órgãos ambientais para evitar danos ao rio Tapajós, no Pará

Óleo no Rio Cupary Divulgação/Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Rurópolis Equipes do ICMBio e das secretarias de Meio Ambiente de Aveiro e de Rurópo...

Vazamento de óleo no rio Cupari mobiliza órgãos ambientais para evitar danos ao rio Tapajós, no Pará
Vazamento de óleo no rio Cupari mobiliza órgãos ambientais para evitar danos ao rio Tapajós, no Pará (Foto: Reprodução)

Óleo no Rio Cupary Divulgação/Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Rurópolis Equipes do ICMBio e das secretarias de Meio Ambiente de Aveiro e de Rurópolis, no oeste do Pará, já se deslocaram até o ponto de origem do vazamento de óleo no Rio Cupari para avaliar a extensão dos estragos e adotar as primeiras medidas de contenção. Para reforçar a resposta ao dano ambiental, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acionou a sua coordenação nacional de emergências ambientais e pediu apoio urgente da Marinha do Brasil, solicitando embarcações, pessoal qualificado e redes de contenção para mitigar os impactos no manancial. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp A força-tarefa corre contra o tempo para evitar que o poluente atinja o Rio Tapajós. O acidente ambiental aconteceu na última sexta-feira (26), após um caminhão-tanque bitrem, carregado com cerca de 20 mil litros de óleo queimado e óleo diesel, tombar na Rodovia Transamazônica (BR-230), na altura de Rurópolis. O combustível se espalhou pela pista e parte do produto chegou até o rio. Segundo relatos de moradores da região, as manchas de óleo já estão sendo levadas pela correnteza em direção à foz. A grande preocupação das autoridades é impedir que a contaminação chegue ao Rio Tapajós, que banha cidades como Aveiro e Santarém, além de comunidades turísticas e ribeirinhas importantes, como Aramanaí, Alter do Chão e Ponta de Pedras. Embora o Rio Cupari faça todo o limite sul da Floresta Nacional (Flona) do Tapajós, informações apuradas pelo G1 apontam que, até o momento, nenhum manancial interno da unidade de conservação foi afetado pela substância nociva. Vazamento de óleo na BR-163: órgãos apuram danos e risco de contaminação do Rio Tapajós Uma equipe do ICMBio já esteve fiscalizando o local e abriu um processo interno de monitoramento da ocorrência. O objetivo é resguardar tanto a Flona do Tapajós quanto a Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns de potenciais impactos ecológicos, protegendo as populações tradicionais dessas áreas. "Uma equipe nossa do ICMBio já esteve no local, estou olhando o processo de monitoramento. Acionamos ainda a nossa coordenação de emergências ambientais e auxílio da Marinha. Para a Marinha pedimos apoio de barcos, pessoal, redes de contenção, recursos enfim para apoiar a mitigação do desastre", informou o representante do órgão federal. A Secretaria de Meio Ambiente de Rurópolis informou que aguarda o retorno definitivo dos fiscais que estão em campo para mensurar a real dimensão dos prejuízos ambientais e finalizar o auto de infração. A carreta envolvida no acidente foi apreendida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), e foram lavrados autos de infração iniciais devido a irregularidades constatadas no transporte do produto químico. Segundo as autoridades locais, a empresa proprietária do combustível está cooperando com as investigações e enviou equipes especializadas para auxiliar nos trabalhos de contenção do dano na área do acidente. Até a última atualização desta reportagem, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ainda não havia detalhado quais medidas federais seriam adotadas. O G1 solicitou posicionamento à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) e aguarda retorno. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região