Território Wayamu, em Oriximiná, ganha Museu Vivo Indígena
Museu Vivo Indígena no território Wayamu, em Oriximiná-PA Divulgação Povos do território Wayamu, na região da bacia do Rio Trombetas, em Oriximiná, cele...
Museu Vivo Indígena no território Wayamu, em Oriximiná-PA Divulgação Povos do território Wayamu, na região da bacia do Rio Trombetas, em Oriximiná, celebram a fundação do Museu Vivo Indígena, uma iniciativa que marca a criação de um espaço de memória no Campus Oriximiná da Universidade Federal do Oeste do Pará (Cori/Ufopa). ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp A fundação oficial do museu está marcada para o dia 27 de abril, no campus da Ufopa em Oriximiná, durante assembleia que reunirá indígenas de diversas aldeias do território e moradores do município. Após o encontro, será realizada uma programação cultural com apresentações artísticas, com a presença de lideranças e representantes da universidade. O projeto surge como um ponto de articulação entre conhecimentos do passado e do presente, reposicionando aquilo que a ciência não indígena classifica como “objetos arqueológicos ou etnográficos” como sujeitos e lugares de memória viva. A sede do museu é uma Uumana, casa grande tradicional do povo Wai Wai, construída por mestres da arquitetura indígena vindos das aldeias. Além de uma estrutura física, a Uumana é compreendida como um corpo-casa, cuja arquitetura remete à anatomia humana — com elementos como o “umbigo” (ere mapatan), os “ossos” (kamru) e as “veias” (yipixkon). Construção do Museu Vivo Indígena no território Wayamu, em Oriximiná A construção mobilizou mais de 69 pessoas, em sua maioria indígenas, que se envolveram em um amplo processo coletivo de saberes. Foram utilizados cerca de 110 jamaxins (awci) de folhas de ubim e outras espécies como Mîîna, Karahtuku e Kuupa, coletadas em áreas preservadas e com igarapés. O projeto também evidencia o protagonismo feminino, mulheres atuaram na construção da Uumana, participando da tecelagem da cobertura e da finalização do piso. Rompendo com o modelo tradicional O Museu Vivo Indígena desafia o conceito eurocêntrico de museologia, onde objetos ficam guardados e intocáveis em reservas técnicas frias. Segundo os pesquisadores indígenas Roque e Xaman Wai Wai, os objetos ancestrais “dormem” nesses espaços distantes; no Museu Vivo, eles devem ser tocados, usados e sentidos. Construção do Museu Vivo Indígena Divulgação Com gestão de base comunitária, o espaço de memória não separa público e equipe. A ideia do projeto é ser um ambiente onde sons, cheiros, pensamentos e tecnologias convivem com a realidade de diferentes etnias dos territórios Nhamunda Mapuera, Trombetas Mapuera, Kaxuyana Tunayana. Entre elas: Wai Wai, Xerew, Hexkaryana, Katxuyana, Katwena, Xerew, Kaxuyana, Tunayaka, karapawyana, Parukwoto, cikyana, Yukwarîyana, Manakayana, Hixkaranaxeerew, entre outras. A implantação do museu ocorre por meio de fomento da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), Fadesp, Governo do Pará e Governo Federal. Comunidade se envolveu na construção do Museu Vivo Indígena no território Wayamu Divulgação VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região