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Suspeito de atuar em rede criminosa de tráfico de animais silvestres é preso em Santarém

Operação da Polícia Federal combate tráfico de animais silvestres Um homem suspeito de integrar uma organização criminosa transnacional especializada no t...

Suspeito de atuar em rede criminosa de tráfico de animais silvestres é preso em Santarém
Suspeito de atuar em rede criminosa de tráfico de animais silvestres é preso em Santarém (Foto: Reprodução)

Operação da Polícia Federal combate tráfico de animais silvestres Um homem suspeito de integrar uma organização criminosa transnacional especializada no tráfico de animais silvestres ameaçados de extinção foi preso em Santarém, no oeste do Pará. A Operação Extinção Zero foi deflagrada pela Polícia Federal para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão em cinco estados: Pará, Bahia, Pernambuco, Piauí e Maranhão. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Até a última atualização desta reportagem a PF já havia realizado a prisão de pessoas: 1 em Santarém/PA 1 em Feira de Santana/BA 1 em Jeremoabo/BA 1 em Araguanã/MA 5 em Juazeiro/Petrolina 1 já estava preso (morava em Lauro de Freitas - BA). O esquema De acordo com informações da Polícia Federal (PF), a quadrilha operava a partir de Juazeiro do Norte, onde estavam os chefes. A investigação aponta que eles compravam animais de caçadores, responsáveis por retirar os animais da natureza. O grupo de Juazeiro recebia esses animais e os repassava para clientes no Brasil e no exterior. Em 2025, o grupo teria planejado a captura de ararinhas-azuis mantidas no criadouro conservacionista do Programa de Reintrodução da espécie, localizado no município de Curaçá (BA). Operação Extinção Zero apreendeu animais silvestres em endereços de investigados Polícia Federal/Divulgação Ainda de acordo com a PF, o grupo possuía estrutura organizada, com divisão de tarefas entre capturadores, financiadores, intermediários e receptadores. A organização utilizava drones, armamentos, contas bancárias de terceiros e aplicativos de comunicação criptografada, além de adotar medidas para dificultar a identificação e o rastreamento das atividades ilícitas. Investigações As investigações começaram após a apreensão, em fevereiro de 2024, no Togo, de um veleiro brasileiro que transportava 17 micos-leões-dourados e 12 araras-azuis-de-lear, espécies brasileiras ameaçadas de extinção. De acordo com a apuração, os animais teriam saído do Brasil com documentação CITES inautêntica. Durante a investigação, a Polícia Federal contou com o apoio do Ibama e do Inema, responsáveis pelo encaminhamento dos animais resgatados para avaliação, reabilitação e posterior reintegração ao habitat natural. Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, contrabando, receptação qualificada e crimes ambientais, incluindo maus-tratos a animais, além de outros delitos que venham a ser identificados ao longo das apurações. Mandados Foram expedidos 12 mandados de prisão preventiva e 22 mandados de busca e apreensão pela 2ª Vara Federal Criminal da Bahia, para cumprimento nos estados da Bahia, Pernambuco, Piauí, Maranhão e Pará. *Com informações da PF na Bahia VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região