Menina de 6 anos tem diagnóstico de tumor raro e família busca tratamento experimental na Itália
Menina de 6 anos de Santarém enfrenta diagnóstico raro e família busca tratamento A família da pequena Ana, de 6 anos, moradora de Santarém, no oeste do Pa...
Menina de 6 anos de Santarém enfrenta diagnóstico raro e família busca tratamento A família da pequena Ana, de 6 anos, moradora de Santarém, no oeste do Pará, enfrenta uma corrida contra o tempo após a menina ser diagnosticada com um tipo raro e agressivo de tumor cerebral. O caso veio à tona depois que a mãe, Fabiane Cardoso, compartilhou nas redes sociais a história da filha e a busca por alternativas de tratamento. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp De acordo com Fabiane, que é médica neurocirurgiã, Ana levava uma vida considerada normal até janeiro deste ano, quando começou a apresentar dores de cabeça frequentes. No início, os sintomas eram passageiros e não indicavam algo mais grave. Com o passar das semanas, no entanto, as dores se intensificaram. Preocupado com a situação, o pai da criança decidiu levá-la para realizar exames de imagem. Após a realização de uma ressonância magnética, os médicos identificaram um glioma difuso da ponte, um tipo raro de tumor cerebral. Segundo especialistas, o tumor se desenvolve na região do tronco cerebral, área responsável por funções vitais do organismo. Por causa da localização, a doença não pode ser tratada por cirurgia e apresenta alta agressividade. “É um tumor que se espalha rapidamente e, até hoje, não existe um tratamento específico capaz de curá-lo”, relatou a mãe. Ainda segundo a família, a expectativa de vida em casos semelhantes costuma ser limitada, o que levou os pais a buscarem alternativas além dos tratamentos convencionais. Ana durante realização de exame Arquivo Pessoal Tratamento experimental Durante pesquisas, a família encontrou estudos clínicos que utilizam terapias celulares experimentais, conhecidas como CAR-T, que vêm sendo testadas em alguns centros de pesquisa no exterior. Fabiane entrou em contato com instituições de diferentes países na tentativa de conseguir uma vaga para a filha. Após diversas tentativas, um centro médico na Itália respondeu positivamente e informou que pode receber a menina para avaliação e possível início do tratamento experimental. De acordo com a mãe, a instituição encaminhou um documento detalhando as etapas do procedimento e os custos envolvidos. O tratamento foi estimado em 226 mil euros, valor que ultrapassa R$ 1,2 milhão, conforme a cotação atual da moeda. Antes da viagem, a paciente deve passar por sessões de radioterapia ainda em Santarém. Desde o diagnóstico, a família tem buscado informações médicas e apoio para viabilizar a ida de Ana ao exterior. Enquanto isso, a menina segue sendo acompanhada por especialistas. A história da criança tem mobilizado as redes sociais e pessoas de outras regiões, que acompanham a situação e demonstram apoio à família na busca por uma chance de tratamento. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região