Livro do obidense Antônio Ruy Barata revisita histórias de família e do Pará do Século XX
Ruy Antônio Barata lança livro com crônica familiar Divulgação O médico Ruy Antônio Barata, filho do poeta Ruy Barata, lança nesta sexta-feira (6) o liv...
Ruy Antônio Barata lança livro com crônica familiar Divulgação O médico Ruy Antônio Barata, filho do poeta Ruy Barata, lança nesta sexta-feira (6) o livro “Esse rio é minha rua”, uma crônica familiar que se entrelaça com alguns acontecimentos da história do Pará do Século XX. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Publicado pela Editora Paka-Tatu, o livro será lançado com sessão de autógrafos, às 18h, no Espaço da Livraria da Editora da UFPA, no Complexo dos Mercedários, em Belém. Antes de “Esse rio é minha rua”, o autor participou da coletânea “Relatos Subversivos”, lançada em 2004, nos 40 anos do Golpe de 1964, sobre os acontecimentos que marcaram a sua geração. O poeta Ruy Barata é um dos principais personagens dos fatos relatados no livro. Ele foi também professor, advogado e comunista, enquanto o avô do autor, o advogado Alarico Barata, foi adversário de Magalhães Barata. Esses dois personagens são destacados, entre tantos outros da família, em um enredo crítico e emocionado. Alarico nasceu no Ceará em 1891, e migrou com a família para o Pará em 1908. “A nossa família teve uma participação muito forte em alguns fatos políticos que se passaram em Belém, Santarém e Óbidos, desde a Revolução dos Tenentes, em 1924”, descreveu. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com a crise da República Velha, a Comuna de Manaus tomou Óbidos, Santarém e parte de Belém, ocasião em que Alarico teve que fugir com a família. O filho Ruy, então com cinco anos, viu tudo de perto. “O Alarico esteve sempre no olho do furacão. Foi perseguido pelos tenentes no Baixo Amazonas, quando a luta política se polarizava entre Magalhães Barata e o jornalista Paulo Maranhão, dono do jornal Folha do Norte, de Belém. Meu pai também teve participação intensa nos acontecimentos do Golpe Militar de 1964", contou Antônio. Preso e perseguido pelos golpistas no Pará, Ruy Barata foi demitido da Universidade Federal do Pará, onde lecionava na Faculdade de Filosofia, e também do cargo vitalício de escrivão do Cartório do 4° Ofício Cível de Belém. Ele teve que procurar outros meios de remuneração para sobreviver. O gosto pela cultura, pela leitura e escrita são o cordão que entrelaça o autor aos seus antepassados em uma narrativa empolgante. “O gosto pela solidariedade entre os povos e a busca por uma sociedade mais justa e socialista. Isso aprendi. Meu pai e o meu avô são minhas inspirações permanentes”, disse. "Esse rio é minha rua ultrapassa os limites da biografia ou da narrativa familiar, como uma lente crítica sobre o próprio país. Ao entrelaçar trajetórias pessoais com os grandes acontecimentos nacionais, a obra ilumina momentos decisivos da nossa história e revela como indivíduos e famílias foram moldados – e, muitas vezes, feridos – por eles”, destacou o editor Armando Alves, da Paka-Tatu. Ainda de acordo com o editor, quando o foco da obra recai sobre os anos da Ditadura Militar, iniciada em 1964, essa importância se intensifica. O livro analisa os mecanismos de poder, os silenciamentos, as resistências e as marcas profundas deixadas por esse período. "O livro transforma-se em um instrumento de compreensão coletiva, ajudando-nos a revisitar o passado para entender o presente e evitar que a história se repita”, concluiu Armando Alves. Sobre o autor Nascido em Óbidos, no Baixo Amazonas, em 1944, Ruy Antônio Barata formou-se em Medicina e mudou-se para São Paulo, onde vive há 50 anos. Nefrologista pós-graduado e ex-presidente da Sociedade Paulista de Nefrologia, ele sempre se manteve conectado com o Pará e com as influências que fizeram dele líder estudantil na década de 1960. Serviço: 📖 Lançamento do livro “Esse rio é minha rua”, de Ruy Antônio Barata, com sessão de autógrafo 🗓️ Dia: Sexta-feira, 6 de março ⏰ Hora: a partir das 18h 🏛️ Local: Espaço da Livraria da Editora UFPA, no Complexo dos Mercedários, em frente da Estação das Docas, em Belém. 🆓 Entrada franca. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região