Ingredientes das comidas típicas da quadra junina sobem até 15% em Belém
Tacacá é uma comida típica da Região Norte do Brasil Divulgação/Pai d'Égua Culinária Paraense O custo dos ingredientes usados nas comidas típicas da qu...
Tacacá é uma comida típica da Região Norte do Brasil Divulgação/Pai d'Égua Culinária Paraense O custo dos ingredientes usados nas comidas típicas da quadra junina ficou mais caro em 2026 na Grande Belém, segundo levantamento do Dieese/PA divulgado nesta sexta-feira (22). A maior parte dos produtos pesquisados teve reajuste acima da inflação acumulada em 12 meses, estimada em 4,39% pelo IPCA/IBGE, e alguns itens chegaram a registrar alta superior a 15%. Entre as maiores altas estão canjiquinha, com reajuste de 15,66%, e coco ralado, com 14,18%. Também subiram acima da média a inflação o leite de coco, com 8,49%, o leite condensado, com 6,93%, e a canela em pó, com 6,22%. O levantamento do Dieese/PA também aponta aumento no azeite de dendê, no amendoim in natura, no fubá de arroz e no milho para pipoca. O único item da lista com queda foi o milho branco para mingau, que recuou 0,78%. Impacto no consumidor Segundo o Dieese/PA, o aumento nos insumos deve ser repassado, ao menos parcialmente, ao preço final das comidas típicas vendidas em feiras, supermercados e pontos de venda da capital e da Região Metropolitana de Belém. Na prática, isso tende a pressionar ainda mais o orçamento das famílias paraenses no período junino. A pesquisa também destaca que outros produtos muito usados na culinária regional, como goma, farinha de tapioca, camarão, maniva e jambu, também tiveram reajustes em alguns casos acima da inflação. Variação entre lojas Outro ponto enfatizado no levantamento é a diferença de preços do mesmo produto conforme a marca, o estabelecimento e a localização da compra. Em alguns casos, essa variação pode passar de 15%, o que reforça a importância de pesquisar antes de comprar para tentar reduzir os gastos na Quadra Junina, segundo o Dieese. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará