Artistas usam realidade virtual para despertar conexão com a natureza em mostra inédita em Belém
Ygor Motta, do duo VJ Suave, imerso na realidade virtual do projeto Floresta Encantada Divulgação A realidade virtual é o caminho escolhido pelo duo VJ Suave...
Ygor Motta, do duo VJ Suave, imerso na realidade virtual do projeto Floresta Encantada Divulgação A realidade virtual é o caminho escolhido pelo duo VJ Suave para falar sobre natureza, memória e preservação ambiental. Essa proposta chega pela primeira vez a Belém na quinta-feira (17), com a abertura da exposição Floresta Encantada, no Centro Cultural Banco da Amazônia (CCBA), onde o público poderá vivenciar uma experiência imersiva inspirada na Amazônia. Criada pelos artistas Ygor Marotta e Ceci Soloaga, a instalação aposta na tecnologia como ferramenta para despertar sensações e provocar reflexões sobre a preservação da floresta. "A tecnologia não aparece como algo distante da natureza, mas como um meio de encantamento", afirma Marotta. "Queríamos usar uma ferramenta do presente para despertar uma conexão ancestral." A proposta rompe com a lógica mais comum das experiências em realidade virtual. Em vez de desafios, fases ou disputas, o visitante percorre livremente uma floresta imaginária, encontrando rios, árvores, animais e personagens inspirados na fauna brasileira e em saberes indígenas. "Não há uma missão. É uma experiência sensorial, poética e contemplativa", explica o artista. Segundo ele, a ideia surgiu quando o grupo começou a desenhar diretamente em ambientes tridimensionais da realidade virtual. "Percebemos que essa tecnologia tinha uma potência muito especial: ela não apenas mostra uma imagem, mas transporta o público para dentro de um mundo." Com animações 3D, games interativos e sons espaciais, a exposição transporta o público para uma floresta encantada Divulgação Da cidade para a floresta Conhecido internacionalmente por projeções urbanas em fachadas, ruas e praças, o duo VJ Suave considera Floresta Encantada um novo momento de sua trajetória. Na instalação, o público deixa de ser apenas espectador e passa a fazer parte da obra. "Foi uma evolução natural da nossa pesquisa. O público deixou de observar a obra de fora e passou a habitar o universo que criamos", afirma Ygor Marotta. Depois de circular por diferentes capitais brasileiras, a instalação chega pela primeira vez à Amazônia. Para Marotta, apresentar a obra em Belém representa um encontro entre a floresta virtual criada pelos artistas e um território onde a relação com a natureza e os saberes originários faz parte da vida cotidiana. "É diferente apresentar esse trabalho em uma cidade onde a relação com a natureza e com os saberes originários não é algo distante ou abstrato, mas algo vivo. A Floresta Encantada chega a um território que já carrega muitas das energias e questões que inspiraram o projeto", afirma. Segundo o artista, a arte pode despertar uma relação mais próxima com a preservação ambiental ao criar conexões afetivas com a floresta. "A gente cuida melhor daquilo que aprende a admirar, respeitar e sentir como parte da própria vida", conclui. ✅ Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Agora no g1 VÍDEOS com as principais notícias do Pará Acesse outras notícias do estado no g1 Pará.