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Artista e antropóloga da Ufopa tem coleção selecionada para prêmio nacional e amplia visibilidade da Amazônia

Artista e antropóloga da Ufopa tem coleção selecionada para prêmio nacional Jean Silva/TV Tapajós A artista e antropóloga Emilly Lopes, formada pela Unive...

Artista e antropóloga da Ufopa tem coleção selecionada para prêmio nacional e amplia visibilidade da Amazônia
Artista e antropóloga da Ufopa tem coleção selecionada para prêmio nacional e amplia visibilidade da Amazônia (Foto: Reprodução)

Artista e antropóloga da Ufopa tem coleção selecionada para prêmio nacional Jean Silva/TV Tapajós A artista e antropóloga Emilly Lopes, formada pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), foi selecionada para concorrer a um dos principais reconhecimentos da área de Antropologia Visual no país. A coleção “Resgate das Taperas (Casas Abandonadas) de Encantados”, composta por 12 telas de artes digitais, integra a lista de trabalhos indicados ao Prêmio Pierre Verger, que será apresentado durante a 35ª Reunião Brasileira de Antropologia. ✅ Siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp A autora é mestranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia e Arqueologia da Ufopa e desenvolve pesquisas vinculadas ao Núcleo de Pesquisa e Documentação das Expressões Afroreligiosas (NPDAFRO). A coleção apresentada surgiu como conteúdo complementar ao Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), desenvolvido entre 2023 e 2024. Segundo a pesquisadora, as obras retratam as relações espirituais de moradores e moradoras de áreas de várzea com os chamados “encantados”, elementos que fazem parte da cosmologia afroindígena amazônica. As taperas, que são casas abandonadas, aparecem como espaços simbólicos que conectam memória, território e espiritualidade. O projeto artístico foi contemplado em 2024 pela Lei Paulo Gustavo, no segmento de cultura digital, o que possibilitou a finalização e difusão das obras. Premiação e projeção nacional A coleção foi selecionada para concorrer ao Prêmio Pierre Verger (PPV), voltado a produções de destaque em Antropologia Visual. A premiação integra a programação da 35ª Reunião Brasileira de Antropologia, que ocorre entre os dias 13 e 17 de julho, na Universidade de Goiânia, com organização da Associação Brasileira de Antropologia. Durante o evento, os trabalhos selecionados serão exibidos em mostras abertas ao público. Após a premiação, as obras participantes passam a integrar um circuito de exposições itinerantes, com apresentações previstas em diferentes regiões do Brasil e também no exterior ao longo dos dois anos seguintes. Atuação no audiovisual e nas comunidades Além da produção em artes digitais, a artista também atua no audiovisual por meio do Coletivo Mucajá. Ela assina a direção geral de produções como “Bole-bole mucajá: um filme de brincar”, “Samaúmas Sagradas” e “A casa que habita em mim”, trabalhos que dialogam com vivências culturais e saberes tradicionais da Amazônia. Vídeos em alta no g1 A atuação se estende ainda às comunidades de várzea, onde desenvolve pesquisas e contribui com a formação de iniciativas culturais, fortalecendo a produção artística local e a valorização das identidades amazônicas. VÍDEOS: mais vistos do g1 Santarém e Região